Será possível separarmos o nosso valor versus o que fazemos?
Tu, eu, nós, viemos de gerações provenientes de uma cultura que nos ensinou, desde cedo, a medir o nosso valor pelo que produzimos! Aliás é diariamente que quando conhecemos uma pessoa ou alguém nos fala de uma outra pessoa, mesmo antes de referir o nome diz-nos o que a pessoa faz profissionalmente! Somos etiquetados pelo que conquistamos e pelos resultados que entregamos.
Portanto, aprendemos e fazemos isso connosco próprios diariamente!
Os elogios tornaram-se uma classificação diária alta, com orgulho, quando “fiz tudo hoje!” mas quando as coisas não correm como esperávamos, a pergunta silenciosa ou até mesmo gritante que surge nas nossas cabeças “Será que eu falhei? Será que eu sou suficiente?”
Pois não! É mais um alvo ou crença que precisamos abater! Não somos os nossos resultados, não somos o nosso emprego, o nosso saldo bancário, a marca do nosso carro, o nosso desempenho do dia , nem o volume de tarefas concluídas nas nossas lista de afazeres.
O nosso valor vem do simples facto de existirmos. Vem da nossa essência, dos nossos valores, da nossa história, da nossa intenção e do nosso coração, não do nosso desempenho.
É um grande perigo continuarmos a associar a nossa identidade à nossa produtividade! Quando nos identificamos apenas com o que fazemos, corremos o risco de sentirmos culpa por descansar, passamos a ser capazes apenas de medir a nossa autoestima com base nas conquistas alcançadas, ficamos ansiosos quando os resultados não surgem, sentimos um enorme vazio mesmo quando atingimos as metas… Eu sei também já o fiz! Questiono-me até quem não o fez nos dias de hoje…
O resultado disto não é bonito! É um cansaço esgotante, uma imensurável frustração, e uma vida que parece “cheia”, mas recheada de ausência de significado!
Sugiro-te que reformules o “Eu falhei” por “Isto não correu como planeado”. Podes tentar reencontrar o teu valor intrínseco fazendo uma lista das características das quais te orgulhas de ter e ser e que nada tenham a ver com os teus resultados!
No dia de hoje, quando me lês, mesmo sem alcançares nada “grande”, já foste suficiente?
Tem um dia feliz!

